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População de Santa Maria incentiva a realização do Trote Solidário Voltar

21 11:42:00/08/2017

Imagem Capa Post Núcleo Acadêmico SIMERS

O sábado (19) marcou o encerramento da segunda edição de 2017 do Trote Solidário, em Santa Maria. Durante dois dias, mais de 150 estudantes de Medicina do Centro Universitário Franciscano (Unifra) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) demonstraram que o ingresso dos calouros no ensino superior pode ser mais do que um momento de comemoração. Para os futuros médicos, é a oportunidade de salvar vidas exercendo o altruísmo desde o início da faculdade.

Os carrinhos postados em frente aos supermercados foram enchendo ao passar do dia. Neste semestre, cinco estabelecimentos apoiaram a iniciativa promovida pelo Núcleo Acadêmico do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (NAS-SIMERS), entre eles, Big, Carrefour, Peruzzo, Rede Vivo e Nacional.

Jane Maria Cavalheiro de Farias, 58, contribuiu com alimentos e fez questão de conversar com os jovens calouros. “É fantástica a iniciativa. Nosso coração fica feliz ao praticar essa atitude”, disse.

O engenheiro agrônomo Thiago Idalgo, 34 anos, ressaltou o diferencial do Trote Solidário. “Essa visão de o Trote não ser só fazer bagunça, já é um avanço”. O aposentado Altivo Goulart Rodrigues, 66, faz coro à declaração. “Eu acho que agora os estudantes estão no caminho certo. Eu sempre achei aquelas brincadeiras horríveis e sempre pensei que a meninada poderia fazer coisas mais interessantes”, disse. Rodrigues trabalha há 11 anos como voluntário. Cozinheiro de uma instituição de apoio a crianças e adolescentes com câncer, ele convive diariamente com a necessidade de doações e ressalta a importância da solidariedade. “Esse sábado solidário ajuda muito. A gente precisa desse tipo de doação porque os recursos são poucos”.

A exemplo da edição anterior, quando as doações chegaram a aproximadamente 2,5 toneladas, a Irmã Lourdes Dill precisou fazer diversas viagens entre os supermercados e o depósito do Banco de Alimentos para recolher todos os donativos. Ao menos 22 entidades que prestam assistência a duas mil pessoas, entre crianças, idosos, grupos indígenas, recicladores e doentes devem ser beneficiadas. A religiosa, coordenadora do projeto Esperança/Cooesperança e vice-presidente da Cáritas Brasileira, cumprimentou os alunos com um provérbio que exalta a grandeza das pequenas ações. “Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra”.

Sangue doado pode salvar 260 vidas

Na sexta-feira, os calouros e os veteranos doaram sangue no Hemocentro Regional e no Serviço de Hemoterapia que funciona junto ao Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo. A estimativa das instituições é de que tenham sido coletadas 65 bolsas, o suficiente para salvar até 260 pessoas.

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