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Em Porto Alegre, 4º Curso de Especialidades Médicas do NAS termina com auditório cheio Voltar

15 23:00:00/09/2016

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A noite de quinta-feira (15) marcou o encerramento do 4º Curso de Especialidades Médicas do Núcleo Acadêmico do SIMERS (NAS), realizado em Porto Alegre. Foram duas noites voltadas ao conhecimento das possibilidades que os estudantes de Medicina poderão encontrar ao término do curso.

O último dia do evento reuniu profissionais das especialidades de medicina de emergência, cirurgia plástica, anestesiologia e endocrinologia. Cada um deles trouxe as especificidades de sua área, como rotina, remuneração, opções de residência e de abrir um consultório.

Antes do início, a psiquiatra Roberta Grudtner, diretora do SIMERS, aproveitou a oportunidade para falar sobre a campanha do Setembro Amarelo, voltada à prevenção do suicídio. “A cada dez mortes, poderíamos prevenir nove, então existe uma grande ação que a gente pode fazer”, pontuou.

Em seguida, a emergencista Ariane Coester falou sobre a importância do reconhecimento de sua especialidade, ocorrida apenas em 2015 no Brasil. Para ela, o profissional da área tem os 15 melhores minutos do paciente, em que precisa descobrir como tratar os seus sintomas e agir.

Ao mesmo tempo, o emergencista e a pessoa atendida não possuem nenhum vínculo prévio de consultas, por exemplo. Ou seja, emoção e confiança são duas palavras que fazem parte da rotina de quem opta pela medicina de emergência.

O próximo a falar foi o cirurgião plástico André Valiati, que destacou que a rotina construída depende muito das opções de cada profissional, que pode atuar em um consultório próprio, como empregado ou mesclar as duas alternativas. “É uma especialidade muito sazonal, em que os pacientes buscam muito as cirurgias no inverno”, aponta.

Por conta dessa característica, ele acredita que o segredo é praticar sempre uma boa medicina, buscar uma formação aprimorada e ter paciência com os anos iniciais, que podem não dar o retorno esperado logo de cara. Estar disposto a atender ao telefone a qualquer hora também faz toda a diferença.

Após um coffee break, o anestesiologista Bruno Bristot mostrou as particularidades de uma área que costuma ficar nos bastidores, mas que garante ao paciente passar por uma cirurgia invasiva com o mínimo possível de dor.  Além disso, hoje o campo de atuação está mais amplo e permite novas possibilidades, embora o bloco cirúrgico ainda seja o ambiente de trabalho mais comum.

Não por acaso, ele lembra que o cliente do anestesiologista é o paciente, mas também o cirurgião, já que ambos atuam em parceria. “Por isso, o profissional que é bom, dedicado e estuda baseado cientificamente consegue se destacar e se diferenciar”, opina. Por outro lado, manter o controle da agenda pode ser uma dificuldade.

Para finalizar o evento, os participantes ouviram a fala da endocrinologista Gabriela Teló, que encara sua rotina como absolutamente oposta ao dia a dia vivido por Bristot. Longe de procedimentos e do hospital, ela conta que a especialidade é ideal para quem não gosta de correria, mas está disposto a encarar uma formação longa e que costuma se vincular também ao meio acadêmico – embora essa não seja uma regra.

Quem trabalha com endocrinologia, segundo ela, depende de cada informação fornecida pelo paciente para elaborar um diagnóstico preciso. Para isso, não costuma ser preciso muito mais do que uma balança, um estetoscópio e um esfigmomanômetro.

Bárbara Dalla Corte, presidente do NAS, acredita que o 4º Curso de Especialidades Médicas do NAS foi bastante produtivo. “A gente trouxe especialidades diferentes das outras edições e tivemos um público bem bom. O pessoal estava bastante participativo e os palestrantes se mostraram muito disponíveis. Acho que todos conseguiram ou sanar suas dúvidas ou criar curiosidade em coisas que nunca tinham pensado sobre”, avalia.

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